Um desperdício de pelo menos R$260 milhões ocorreu devido ao encalhamento da vacina Coronavac, adquirida pelo Ministério da Saúde sob a liderança de Nísia Trindade, em meio à baixa procura e com a campanha de vacinação em segundo plano pelo governo.
O ministério não exigiu a proteção contratual que obrigava o Instituto Butantan a substituir lotes com validade inferior ao prazo estipulado no contrato. As informações foram reveladas pelo jornal Folha de São Paulo, por meio da Lei de Acesso à Informação.
A situação é ainda mais grave porque apenas 260 mil doses da Coronavac foram aplicadas, representando menos de 3% das vacinas compradas. A maior parte das vacinas pode ter sido desperdiçada. O Ministério da Saúde não explicou a razão pela qual continuou a compra de uma vacina desatualizada e não confirmou o número exato de doses perdidas ou ainda em estoque.