“Por que o prefeito está com medo das CPIs?”, questiona Lissandro sobre base de David Almeida

Investigações sobre possíveis irregularidades na Prefeitura de Manaus são suspensas por decisão judicial, levantando questionamentos sobre transparência na gestão pública.
Redação O Poder
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Nesta segunda-feira (23), a Câmara Municipal de Manaus (CMM) anunciou que as atividades das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) instauradas para investigar pagamentos da Prefeitura a fornecedores e a entrega de dinheiro a um portal de notícias estão suspensas. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) após um mandado de segurança impetrado pela base do prefeito David Almeida.

O pedido foi inicialmente negado pelo desembargador Henrique Veiga na sexta-feira (20), mas um despacho favorável foi concedido posteriormente por Flávio Humberto Pascarelli. Durante uma coletiva de imprensa, os membros da CPI informaram que pretendem recorrer da decisão e ressaltaram a importância da continuidade das investigações.

Capitão Carpê, relator da CPI, questionou abertamente: “a quem interessa barrar a CPI?” e destacou que a Câmara Municipal deve agir em prol da transparência e da moralidade pública. Ele afirmou: “Vamos tentar argumentar alguns pontos que foram questionados na decisão do Tribunal de Justiça, para que a gente possa dar continuidade.” Carpê também lembrou que a denúncia de pagamentos em dinheiro a um portal de notícias foi amplamente divulgada e envolve questões de interesse nacional.

O vereador Lissandro Breval (Progressistas) afirmou que “Por que tanto medo das CPIs? Toda a cidade ficou sabendo desse possível pagamento dentro da Secretaria de Comunicação.” Ele ressaltou a urgência das investigações em função da gravidade das alegações.

A origem da investigação remonta a um vídeo do portal Metrópoles, que alega mostrar transações em dinheiro realizadas na Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom). O requerimento 5.107/2024 aponta que esses atos podem indicar “improbidade administrativa e possível desvio de verbas públicas”.

Os vereadores afirmaram que irão buscar alternativas legais para assegurar o prosseguimento das investigações, reafirmando seu compromisso com a responsabilidade e a transparência na gestão pública.

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