Deltan Dallagnol, ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato, protocolou uma notícia-crime contra o governo Lula, pedindo investigação sobre a declaração do ministro da Defesa, José Múcio, que afirmou ter barrado uma licitação vencida por uma empresa israelense por “questões ideológicas”.
Dallagnol argumenta que essa ação viola princípios de imparcialidade e impessoalidade da administração pública, configurando improbidade administrativa. Ele também ressaltou que o antissemitismo é reconhecido como racismo pelo Supremo Tribunal Federal e prometeu vigilância contínua sobre o governo.
“Além disso, enviei também uma notícia de fato para o Ministério Público Federal de 1ª instância, visando punir os envolvidos por improbidade administrativa, com base no art. 11 da Lei nº 8.429/92, que considera improbidade o ato que “atenta contra os princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, imparcialidade e legalidade”, caracterizada pela conduta descrita no inciso V do artigo 11:”, escreveu.
“Nós não vamos admitir nenhum ato abominável de antissemitismo e racismo do governo Lula.”, acrescentou.
Encaminhei uma notícia-crime para a Procuradoria-Geral da República contra Lula e seu governo, pedindo uma investigação sobre a declaração do ministro da Defesa, José Múcio, de que o governo barrou, por “questões ideológicas”, uma licitação em que venceu uma empresa israelense.… pic.twitter.com/Dyx9zZwUKW
— Deltan Dallagnol (@deltanmd) October 11, 2024