O corpo jurídico de Gayer afirmou que o processo é “físico e sigiloso”, sem acesso imediato ao conteúdo, e criticou a operação como estranha, especialmente a dois dias da eleição municipal. Eles destacaram que ações judiciais nesse período podem interferir na política local e afetar a seriedade das decisões. “Atos judiciários interferem diretamente na política local, o que coloca em xeque a seriedade das decisões”.
Ainda na manhã desta sexta-feira, Gayer criticou a operação, alegando que a motivação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era desestabilizar seu candidato à Prefeitura de Goiânia, Fred Rodrigues (PL), a dois dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo, 27. Gayer relatou ter sido acordado por agentes da PF em sua casa às 6h da manhã, sugerindo que a operação visava prejudicar a candidatura de Rodrigues.
As equipes da PF realizaram buscas em um endereço ligado a Gayer em Goiânia, em seu apartamento funcional em Brasília e na residência de um assessor, onde encontraram R$ 72 mil em dinheiro. Cerca de 60 policiais federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em locais incluindo Brasília, Cidade Ocidental (GO), Valparaíso de Goiás (GO), Aparecida de Goiânia (GO) e Goiânia. A operação visa desarticular uma associação criminosa dedicada ao desvio de recursos públicos relacionados à cota parlamentar e investiga a falsificação de documentos para a criação de uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). O grupo teria falsificado documentos para atender às exigências do Estado para receber verbas da Câmara dos Deputados, o que permitiu a identificação pela PF.
*Com informações de Revista Oeste