O Tribunal de Justiça do Amazonas realizou na última quinta-feira (19/12), no auditório do Centro Administrativo Des. José de Jesus F. Lopes (anexo à Sede do TJAM, no Aleixo), a solenidade de outorga da “Medalha da Ordem do Mérito Judiciário” 2024, conferida nos Graus “Grande Mérito”, “Mérito Especial” e “Mérito”.
A cerimônia foi conduzida pela presidente do TJAM, desembargadora Nélia Caminha Jorge, que destacou, ao final do evento, ser a “Ordem do Mérito Judiciário” um momento de celebração e reconhecimento aos homenageados.
“É com grande honra que finalizo esta cerimônia de outorga da Medalha e Diploma do Mérito Judiciário, em um momento de celebração e reconhecimento de todos vocês aqui homenageados que contribuíram significativamente para o fortalecimento da justiça em nosso estado e em nossa sociedade. Esta data representa não apenas a entrega de uma honraria, mas, sobretudo, um tributo ao trabalho incansável, à dedicação e à ética daqueles que, com seus feitos, demonstram que a justiça é, antes de tudo, um compromisso com a dignidade da pessoa humana e com os princípios constitucionais que regem a nossa nação”, comentou a magistrada.
A presidente da Corte destacou que o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, ao conceder a honraria, reafirma seu compromisso com o trabalho de todos que, dia após dia, colaboram para que a justiça seja uma realidade acessível, célere e eficiente. “A nossa missão, enquanto membros do poder judiciário, é a de garantir que a justiça seja feita com imparcialidade, respeito e humanidade. E a nossa maior recompensa é ver que as pessoas, por meio de nossa atuação, encontram na Justiça um caminho para resolver suas questões de forma justa e equilibrada”, disse ela.
Ao final de seu discurso, Nélia Caminha Jorge citou uma passagem do poema “Ofertas de Aninha (Aos Moços)”, no qual a poetisa Cora Coralina trata da importância da coragem de viver de forma integrada e honrada: “O tempo muito me ensinou: Ensinou a amar a vida, não desistir de lutar, renascer na derrota, renunciar às palavras e pensamentos negativos, acreditar nos valores humanos, e a ser otimista. Aprendi que mais vale tentar do que recuar… antes acreditar do que duvidar, Que o que vale na vida, Não é o ponto de partida e sim a nossa caminhada”.
A homenagem
A “Ordem do Mérito Judiciário” foi instituída pela Resolução n.º 49, de 21 de outubro de 1982, e disciplinada em Regulamento próprio, com a finalidade de laurear chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União e dos Estados; ministros; desembargadores, juízes dos Tribunais, procuradores de Justiça, juristas eminentes, servidores e serventuários de Justiça; entre outras personalidades nacionais e estrangeiras que se destacaram no exercício de seus deveres constitucionais, bem como se distinguiram pela notoriedade do saber jurídico, produtividade e pelos relevantes serviços prestados à Justiça do Amazonas.
Sua organização – que inclui a definição das personalidades a serem destacadas com o recebimento da honraria – é administrada por um Conselho composto de cinco desembargadores, sendo membros natos o presidente da Corte, o vice-presidente da Corte, o titular da Corregedoria-Geral de Justiça e dois membros eleitos.
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