O ex-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), postou um vídeo em suas redes sociais explicando o fenômeno da alta do dólar no Brasil nas últimas semanas. Ciro destacou que a taxa de câmbio, que define o valor de uma moeda em relação a outra, é regida pela lei da oferta e da procura.
O ex-ministro também abordou o impacto desse cenário nas contas externas do país, que apresentam um déficit de 2,23% do PIB nos últimos 12 meses. Segundo ele, esse rombo chegou a U$ 43,61 bilhões. “Se fosse banana no mercado por exemplo, seria simples de entender, sobrou banana, o preço da banana cai, faltou banana, se manteve a mesma procura pela fruta, seu preço sobe”, completou ele.
Ciro não poupou críticas à condução econômica do governo petista de Lula, afirmando que o país está focado no consumo imediato e negligenciando a produção. Ele ressaltou que o real foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo em 2024 e reforçou sua explicação sobre a alta do dólar.
Apontando ainda a escassez dos dólares no Brasil como a principal razão para a valorização da moeda americana frente ao real, ele criticou a grande mídia, especialmente a Globo, acusando-a de manipular a informação em favor de bancos e fundos de investimento. Segundo ele, as explicações veiculadas pela imprensa são “baboseiras”, e a verdade é simples: a falta de dólares no mercado brasileiro está elevando o valor da moeda estrangeira.
Ciro também destacou números alarmantes, como o rombo nas contas externas de 2,23% do PIB nos últimos 12 meses, um déficit que dobrou em relação ao ano anterior. Ele atribui essa deterioração à “política de consumismo demagógico” do governo Lula, que, segundo ele, prioriza o consumo em vez de promover a produção sustentável.
A crítica mais incisiva foi sobre a fuga de capitais, comparada por Ciro à migração de aves que buscam climas mais amenos. Em 2024, o ex-ministro afirmou que o Brasil testemunhou a maior saída de capitais desde 1982, com U$ 56 bilhões deixando o país entre janeiro e outubro.
Em sua análise, Ciro apontou o crescimento exponencial da dívida pública, que atingiu R$ 9,3 trilhões nos primeiros dois anos de governo Lula, como um sinal preocupante de irresponsabilidade fiscal.