A pesquisa elaborada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com a participação de grandes instituições financeiras como Bradesco, Caixa Econômica, Itaú, BRB, BNDES, Santander, entre outras, trouxe resultados desanimadores para a equipe econômica do governo Lula. A maioria dos entrevistados não acredita em uma estabilização da Selic ou do Dólar até meados deste ano. A situação é ainda mais preocupante quando se observa que 57,9% dos respondentes acreditam que a inflação ultrapassará o limite de 4,5%, ou seja, ficará acima da meta estabelecida.
Além disso, a previsão para a taxa Selic é alarmante. Um expressivo 84,2% dos participantes da pesquisa apostam que ela permanecerá acima de 14,25%, com a expectativa de que atinja 15% até junho. Em relação ao câmbio, a expectativa também não é favorável. O Dólar deve seguir sua trajetória de apreciação, com a moeda alcançando a marca de R$6. Somente em julho é que ela poderá voltar a ficar próxima dos R$5,90.
No que diz respeito ao corte de gastos do governo, a pesquisa revela um ceticismo considerável. Embora o governo tenha previsto uma economia de R$71 bilhões em dois anos, os bancos projetam um valor bem menor, entre R$40 bilhões e R$55 bilhões. Realizada em dezembro, a pesquisa baseou-se nas percepções sobre as atas do Copom e nas projeções para o mercado de crédito neste ano.
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