Quatro municípios do Amazonas — Anamã, Amaturá, Boca do Acre e Borba — decretaram estado de emergência financeira e administrativa devido à ausência de informações e falhas no processo de transição entre as gestões anteriores e as atuais. As novas administrações relatam falta de documentos essenciais, desconhecimento sobre contratos vigentes e deterioração da infraestrutura pública, comprometendo a continuidade dos serviços.
Em Anamã, a prefeita Kátia Dantas (MDB) denunciou a precariedade da sede da prefeitura e a ausência de documentos fundamentais para a gestão. Situação semelhante ocorreu em Amaturá, onde a prefeita Maria de Nazaré da Silva Rocha (MDB) relatou a total falta de dados financeiros e patrimoniais, dificultando o planejamento da nova administração após assumir o cargo.
Boca do Acre também enfrenta dificuldades, conforme declarado pelo prefeito Frank Sobreira Barros (MDB), que apontou a falta de informações sobre contratos essenciais para serviços públicos. Já em Borba, o prefeito Toco Santana (Republicanos) destacou irregularidades na transição de governo e ausência de documentos por parte da gestão anterior, levando à decretação de emergência por 90 dias, com possibilidade de prorrogação.