Guillermo Rigoundeaux, 26 anos, e Erislandy Lara, 24 anos, abandonaram a delegação de seu país, durante os Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, em busca de asilo político no Brasil. O caso ganhou notoriedade não apenas pela situação dos atletas, mas pela forma como foi conduzido pelo governo brasileiro.
Os atletas, que foram encontrados em Araruama, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, após uma operação de busca ordenada pelo governo, acabaram sendo deportados de volta a Cuba. A justificativa oficial para a deportação foi a ausência de documentação dos boxeadores, que havia sido retida pelo governo cubano.

A decisão do governo Lula de deportar os atletas gerou críticas significativas na época, sendo caracterizada por opositores como um ato de “crueldade e covardia”, especialmente considerando que os boxeadores buscavam escapar do regime cubano. O episódio contrasta com recentes manifestações do mesmo Lula sobre o tratamento dado a brasileiros deportados dos Estados Unidos.