O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou nesta quarta-feira (14) as ações do governo federal em relação à gestão dos territórios indígenas e da Amazônia. Segundo ele, há um movimento para isolar a região por meio do fortalecimento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do financiamento de ONGs ambientalistas e da possível concessão da administração das terras indígenas à multinacional Ambipar.
Plínio destacou que a questão já havia sido abordada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, presidida por ele em 2023, e voltou a apontar o financiamento de entidades internacionais, como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), como forma de impedir projetos de desenvolvimento na Amazônia.
“Quem acompanhou a CPI das ONGs sabe que já alertávamos sobre o domínio dessas entidades na região. Elas mapearam, isolaram e criaram áreas protegidas supostamente para conservação, mas, na prática, estão reservando nossas riquezas naturais para interesses estrangeiros”, afirmou o senador.
Ele também criticou a intenção do governo de conceder à Ambipar a gestão das terras indígenas, que representam 14% do território brasileiro, e de conceder poder de polícia armada à Funai. “O cerco está se fechando. O estrangeiro toma conta, as ONGs controlam e agora a Funai terá poder para impedir qualquer acesso. Quem discordar poderá ser reprimido. Isso é uma inversão total de valores e um ataque à soberania nacional”, declarou.
O senador disse que pretende acionar o Judiciário para contestar as medidas. “Não podemos permitir essa situação. Vamos reagir e lutar contra esse projeto que enfraquece a autonomia do Brasil sobre seus próprios recursos”, concluiu.
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