Dossiê contrapõe argumentos da Prefeitura para novo aumento na tarifa do transporte coletivo

Deputado estadual divulga dossiê que contrapõe argumentos da Prefeitura de Manaus sobre novo aumento na tarifa de ônibus.
Redação O Poder
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Em dossiê elaborado enquanto ocupava o cargo de vereador, em 2022, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) desqualifica a justificativa da Prefeitura de Manaus para o novo aumento da passagem de ônibus, que subiu de R$4,50 para R$5. O documento pode ser consultado pela população e apresenta dados concretos e um diagnóstico do sistema de transporte coletivo da capital.

Nesta segunda-feira, mesmo sob forte descontentamento popular, a Prefeitura de Manaus recorreu à decisão da juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), que suspendeu o reajuste da tarifa, que deveria ocorrer no último sábado. Caso a alteração na tarifa seja levada adiante, no acumulado do período, a passagem, que em 2020 custava R$3,80, terá aumentado mais de 30%.

O estudo minucioso abordou o histórico jurídico e legislativo de 15 anos de prestação do serviço e indicou que o transporte público de Manaus cobra mais do que deveria e entrega menos do que o empenhado para subsidiar a frota, deixando evidente que o sistema é marcado por inúmeras irregularidades legais, que persistem até os dias atuais.

A avaliação técnica feita pela equipe do Amom, aponta que com os quase R$500 milhões em subsídio pagos anualmente pela Prefeitura às empresas de ônibus, daria para oferecer gratuidade no transporte coletivo aos fins de semana.

“Esse estudo mostra quão despreparada tem sido a gestão municipal. Novamente, a população será penalizada pela falta de planejamento da Prefeitura, que insiste em aplicar aumentos abusivos e sem justificativa plausível. Manaus permanece à mercê de uma administração que não consegue oferecer soluções concretas para os problemas históricos do transporte público”, afirmou o deputado.

Gestão ignorou dados de estudo

Entre os principais problemas, destaca-se a gestão do transporte público, que desconsiderou um estudo técnico de viabilidade realizado pela Universidade de Brasília (UnB), contratado pela propria Prefeitura em 2006, optando pela contratação da SPE Transmanaus. A decisão causou prejuízos significativos aos cofres públicos, sem a devida transparência e conhecimento por parte da população.

A conclusão do dossiê sobre a mobilidade urbana de Manaus aponta que o sistema de transporte deveria ter sido reformulado há mais de 15 anos, com base no estudo técnico da UnB, mas a recomendação foi ignorada. O erro custou, à época, mais de R$ 4,5 milhões aos cofres públicos à época, mas permanece prejudicando diretamente a população até hoje.

Veja o dossiê: DOSSIETRANSPORTEURBANO1

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