O vereador Gilmar Nascimento (PMB) defendeu que o problema do aterro sanitário de Manaus não surgiu na gestão atual e destacou a complexidade da questão ambiental na cidade. Para ele, a Prefeitura está buscando soluções viáveis para ampliar a vida útil do aterro, enquanto o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) deve ser ouvido para garantir a resolução do problema.
“O aterro sanitário já não é de agora, de décadas, não nasce o problema na gestão do Davi. O prefeito recebeu a cidade já com alguns problemas e tem que enfrentar. Alguns são resolvidos a curto prazo, outros a médio e longo prazo”, afirmou o vereador.
Nascimento explicou que a área onde o aterro está localizado passou por transformações ao longo dos anos, de um lixão para um aterro controlado e, posteriormente, um aterro sanitário. No entanto, o local já não comporta mais a demanda da cidade. “O prefeito buscou uma solução dentro dos recursos disponíveis e do impacto financeiro, buscando uma área próxima para reutilização e ampliação da vida útil do terreno”, disse o parlamentar.
Sobre a ação do MP-AM, que cobra a regularização da situação, o vereador afirmou que o órgão está cumprindo seu papel, mas ressaltou que o diálogo será essencial para encontrar uma solução. “O Ministério Público é uma instituição renomada e a Prefeitura vai buscar termos de ajuste para resolver o problema. O impacto do aterro sanitário afeta todos nós, e essa é uma questão de interesse para todo o Amazonas”, destacou Nascimento.
O vereador também minimizou o impacto político da ação e reafirmou que a administração municipal tem adotado o diálogo como princípio para resolver desafios. “Já vi muitas ações contra a Prefeitura, não contra o prefeito. O Ministério Público faz valer a lei, e a Prefeitura vai proceder conforme exigido. Isso não fere a conduta do Davi, porque ele anda segundo a lei”, afirmou.
Por fim, Gilmar Nascimento reiterou a necessidade de um debate amplo sobre a destinação dos resíduos sólidos da cidade, destacando a complexidade da questão. “Onde colocar um aterro controlado? Vai ser em uma cidade vizinha? Isso é muito complexo. Mas acredito que a solução é sentar, conversar, planejar e pedir prazos, e a Prefeitura já está fazendo isso”, concluiu.
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