Deputados de Roraima denunciam ex-secretária de Saúde por supostas irregularidades

Deputados denunciam ex-secretária de Saúde de Roraima por supostas irregularidades administrativas e prejuízos aos serviços de saúde do estado.
Redação O Poder
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Uma representação contra Cecília Lorenzon, ex-secretária de Saúde de Roraima, foi protocolada por três deputados estaduais que alegam diversas irregularidades administrativas durante sua gestão na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

O documento, assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio, e pelos deputados Jorge Everton e Cláudio Cirurgião, solicita a abertura de investigações e o afastamento preventivo de Lorenzon de seu atual cargo como secretária de Estado de Governo Digital.

Segundo os parlamentares, a administração da ex-secretária teria comprometido seriamente o atendimento médico no estado. Entre as acusações estão contratações irregulares e retenção indevida de verbas federais destinadas a serviços essenciais, como a hemodiálise.

Um dos pontos críticos mencionados na denúncia é a suspensão de tratamentos na Clínica Renal de Roraima devido a atrasos nos pagamentos. Há também alegações de que Lorenzon teria exigido valores para autorizar desembolsos a fornecedores.

Os deputados pedem investigação aprofundada sobre contratos firmados pela Sesau, citando possíveis conexões com operações da Polícia Federal, como a Operação Higeia. A denúncia menciona ainda suspeitas envolvendo Wilson Basso, marido da ex-secretária, em casos de superfaturamento em contratos de saúde.

O documento aponta ainda outros problemas graves, como o contrato com a empresa Medtrauma, que segundo análise da Controladoria-Geral da União (CGU), cobrava valores 537% acima dos preços de referência do SUS para serviços de traumatologia e ortopedia.

A crise na saúde estadual seria agravada por uma dívida de R$ 39 milhões com fornecedores de alimentação, resultando na interrupção do fornecimento de refeições em hospitais. Os parlamentares questionam também a falta de transparência na terceirização das UTIs do Hospital Geral de Roraima e possíveis fraudes no programa de Tratamento Fora do Domicílio, com pagamentos indevidos estimados em R$ 1,1 milhão entre 2020 e 2023.

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