O governo do presidente Lula (PT) vive um momento crítico de esvaziamento político, com aliados considerando abandonar a base governista em meio a uma queda significativa de popularidade atestada por cinco pesquisas nacionais realizadas desde janeiro.
O Partido Progressista (PP) já sinalizou oficialmente que estuda deixar o governo. O senador Ciro Nogueira, presidente do partido, confirmou discussões internas para entregar o cargo de ministro dos Esportes, demonstrando o distanciamento crescente.
Outros partidos como PSD, Republicanos e União Brasil também avaliam devolver seus ministérios, motivados pelo temor de “contaminação” política e com vistas às eleições de 2026. Alguns líderes, como Ratinho Jr. do PSD, já planejam candidaturas próprias, evidenciando o enfraquecimento da aliança.
Sintomas desse distanciamento incluem o tratamento dado a alguns ministros. André Fufuca, indicado pelo PP para o Ministério do Esporte, não é recebido por Lula há um ano. A expectativa de uma melhora nas relações institucionais foi frustrada com o anúncio de Gleisi Hoffmann para a pasta, considerada por aliados como “intratável”.
O cenário político sugere um isolamento crescente do governo petista, com potenciais aliados cada vez mais céticos quanto à continuidade do apoio.