Durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta terça-feira, vereadores expressaram suas preocupações em relação aos alagamentos que têm afetado a cidade nos últimos meses. Eles atribuíram as enchentes a “serviços mal executados” pela administração da prefeitura, liderada por David Almeida (Avante).
O tema ganhou destaque após o vereador Ivo Neto (PMB) relatar a situação crítica de uma cratera na rua São Pedro, na Colônia Oliveira Machado. “Os moradores já informaram o Distrito de Obras da Zona Sul, que alegou não ter material para realizar os reparos. Isso significa que vão esperar um acidente grave para agir?”, indagou.
Ivo Neto também mencionou ter feito um requerimento à Secretaria de Obras, solicitando ações para evitar que episódios mais graves ocorram. “Já houve um caso de uma criança ferida, e até agora nenhuma medida foi tomada”, enfatizou.
O vereador Rodrigo Guedes (PP) também abordou a questão, destacando que a falta de materiais essenciais pode estar ligada à ausência de drenagem adequada na cidade. “A população está desassistida, sem acesso às suas ruas. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, Manaus parou. Os distritos de obras estão inativos, resultando na multiplicação de buracos, tanto nas ruas quanto na drenagem”, afirmou.
Rodrigo questionou a situação: “O que está acontecendo? Será que todo o material foi utilizado até a campanha eleitoral de 2024? As solicitações não estão sendo atendidas desde outubro”, continuou.
Zé Ricardo (PT) uniu-se às críticas dirigidas à infraestrutura da prefeitura. Durante sua fala, ele descreveu como “triste realidade” as obras realizadas, especialmente as de tapa-buracos. “A qualidade dos serviços é alarmante. No bairro São Francisco, um vazamento de água causou um buraco. A prefeitura tapou, mas em uma semana, o problema retornou. Isso é um desperdício de recursos públicos”, criticou.
Zé Ricardo acrescentou: “Diversos locais enfrentam reclamações semelhantes. As chuvas estão expondo a fragilidade do sistema de drenagem, que está danificado e sem manutenção. A tendência é que a situação piore”, concluiu.
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