A corrida para o Senado em 2026 no Amazonas começa a tomar forma com quatro pré-candidatos despontando como favoritos. Os senadores Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) buscam a reeleição, enquanto o governador Wilson Lima (União Brasil) e o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) entram na disputa para desafiar os atuais ocupantes das cadeiras.
De acordo com pesquisa do RealTime1, divulgada na quarta-feira (12), Braga lidera com 43,4% das intenções de voto, seguido por Wilson Lima, que aparece com 38,1%. Alberto Neto figura em terceiro com 28,4%, enquanto Plínio Valério, que tenta manter seu mandato, ocupa a quinta posição com 19,1%. Em quarto lugar está o ex-vice-prefeito Marcos Rotta (Avante), lembrado por 25% dos entrevistados.
Entre os principais postulantes, Eduardo Braga se destaca como o único mais alinhado à esquerda, tendo apoio do presidente Lula (PT) e forte influência no interior do Amazonas. Suas principais bandeiras incluem a defesa da BR-319 e sua participação na aprovação da Reforma da Previdência.
Já os demais pré-candidatos possuem um viés político voltado à direita. Alberto Neto, que concorreu à Prefeitura de Manaus em 2024 com o apoio de Jair Bolsonaro, deve novamente contar com o aval do ex-presidente em 2026. A confirmação pode ocorrer no próximo domingo (23), quando Bolsonaro tem previsão de visitar a capital amazonense para um ato na Ponta Negra.
Plínio Valério, por sua vez, pautou seu mandato no Senado na defesa da CPI das ONGs, com o objetivo de investigar o uso de recursos públicos e possíveis favorecimentos a organizações atuantes na Amazônia.
Wilson Lima, atualmente no segundo mandato como governador e impedido de buscar reeleição para o cargo, também reforça sua ligação com Bolsonaro. No entanto, o governador defende um tom mais pragmático na política, afirmando que a direita precisa buscar um caminho menos radical.
A disputa promete ser acirrada e deverá evidenciar o embate entre o grupo de Braga, com apoio do governo federal, e os candidatos que se alinham à direita e ao bolsonarismo.