O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou nesta terça-feira (18/3) que permanecerá nos Estados Unidos e solicitará licença de seu mandato parlamentar na Câmara dos Deputados, sem remuneração, por um período de quatro meses.
A decisão representa uma mudança nos planos do parlamentar, que anteriormente havia informado ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que retornaria ao Brasil após 20 dias nos EUA para assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores (Creden).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo afirmou que não irá “se submeter ao regime de exceção” e indicou o deputado Zucco (PL-RS) para assumir o comando da comissão em seu lugar. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou preocupação com a possibilidade de ter seu passaporte apreendido ou ser preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
A permanência no exterior está relacionada a uma ação ajuizada pelo PT no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de fevereiro, que solicita a apreensão do passaporte de Eduardo, sob alegação de que o deputado estaria cometendo crime contra a soberania nacional ao criticar o Judiciário brasileiro no exterior.
Eduardo está nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro, mesmo dia em que o PT apresentou o pedido ao STF. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, encaminhou a ação para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se posicionou sobre o assunto.