Responsável por projeto do prédio da CMM, afirma que não descarta procurar a Justiça caso obra do ‘puxadinho’ seja iniciada sem sua aprovação

Arquiteto responsável pelo projeto da Câmara Municipal de Manaus pode recorrer à Justiça caso obra do 'puxadinho' seja iniciada sem sua aprovação.
Redação O Poder
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Manaus | AM

A saga do ‘puxadinho’ da Câmara Municipal de Manaus (CMM) ganhou um novo capítulo nos últimos dias. Isto porque, o prédio Anexo II, idealizado pelo presidente da Casa Legislativa, David Reis (Avante), e avaliado em R$ 32 milhões, precisa, agora, além da liberação da Justiça para iniciar sua construção, precisará de autorização do arquiteto José Asclepíades Rodrigues, o ‘Keké’. 

Foi ‘Keké’ quem desenhou o projeto do prédio da CMM, em 2004, e é ele que detém os direitos autorais do projeto inicial. Para que seja feito qualquer alteração da planta ou plano original, é necessário que seja feita pelo profissional que o tenha elaborado, no caso, José Asclepíades.

O especialista afirma que não se opõe e nem está se omitindo a dar o aval para a construção. Ele só espera ser consultado pela Casa Legislativa Municipal para que o processo ocorra dentro dos trâmites legais, baseado na Lei n. 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que trata do exercício profissional da arquitetura.

Para o arquiteto, assim como para a Justiça, o que pesa na realização da construção, além da não necessidade tendo em vista que o número populacional de Manaus que não aumentou, é o fato da capital do Amazonas ter passado por momentos difíceis em relação à pandemia da Covid-19.

“O problema é a preocupação com dinheiro público, no atual momento em que o País vive em uma crise. Acredito que readequar o prédio já existente, ampliando no que for necessário, colocando tecnologia 4.0, melhorando acústica e muito mais, é algo mais aceitável”, disse o arquiteto.

‘Keké’ ainda não procurou a Justiça, mas diz que não descarta a possibilidade de acioná-la caso o presidente da Casa, David Reis, insista no projeto do anexo.

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