O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) determinou que a Prefeitura de Manaus preste esclarecimentos, em até cinco dias, sobre a denúncia de que a viagem do prefeito David Almeida (Avante) ao Caribe teria sido financiada por empresas fornecedoras do município. A decisão monocrática foi assinada pelo conselheiro relator Érico Xavier Desterro e Silva e publicada no Diário Oficial Eletrônico do TCE-AM nesta quarta-feira (26).
A representação foi feita pelo vereador Ubirajara Rosses (PL) e aponta possíveis irregularidades na viagem internacional do prefeito. Segundo a denúncia, Almeida teria utilizado recursos de empresas contratadas pela Prefeitura para despesas como hospedagem em imóvel de luxo, deslocamento em jatinho particular e participação em eventos privados.
Diante das alegações, o TCE-AM solicitou informações detalhadas sobre os gastos da viagem e os contratos com as empresas MURB, GRAFISA, ROYAL TECH e RIO PIORINI, mencionadas na denúncia. A Corte também avaliará a possibilidade de suspender pagamentos a essas fornecedoras até a conclusão das investigações.
A viagem do prefeito ao Caribe se tornou pública durante o Carnaval, quando imagens dele e da primeira-dama Isabelle Fontenelle nas ilhas caribenhas viralizaram. O episódio gerou questionamentos e resultou na apresentação de denúncias ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), Ministério Público Federal (MPF) e ao próprio TCE-AM por parte do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) e do vereador Coronel Rosses. Em entrevista recente, David Almeida afirmou que pagou as despesas da viagem com recursos próprios e disse se arrepender de ter aceitado o convite. O MPAM já confirmou que investiga o caso devido à suspeita de uso de dinheiro público.





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