Em visita ao Japão, o presidente Lula (PT) protagonizou um momento de evidente contradição ao criticar medidas protecionistas, justamente em um contexto onde o próprio governo brasileiro pratica uma das mais altas taxações de produtos importados no mundo.
Durante o evento, Lula demonstrou indignação com a taxação de 25% aplicada por Donald Trump sobre veículos importados nos Estados Unidos. Ironicamente, o governo brasileiro aplica uma taxa de 35% sobre carros importados – dez pontos percentuais acima da política tarifária americana.
A carga tributária brasileira sobre produtos importados é particularmente significativa. Além dos 35% de taxação sobre veículos importados, incidem ainda:
- IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de até 25%
- ICMS que pode chegar a 19%
- PIS/Cofins de 11,6%
Essa realidade tributária remete à definição do presidente argentino Javier Milei, que classifica impostos como “roubo” – uma crítica que ressoa fortemente no contexto brasileiro.
A performática demonstração de Lula no Japão, criticando protecionismo diante de empresários, revela-se como mais um exemplo de retórica descolada da prática governamental brasileira.