Dívida bruta do Brasil avança para 76,2% do PIB em fevereiro de 2025

Dívida pública bruta do Brasil cresce em fevereiro de 2025, impulsionada principalmente pelos juros e emissão de títulos.
Redação O Poder
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A dívida bruta do Brasil registrou aumento em fevereiro de 2025, atingindo 76,2% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central. O percentual representa um crescimento de 0,5 ponto percentual em relação a janeiro, totalizando R$ 9 trilhões.

O indicador, que inclui os passivos do governo federal, INSS, estados e municípios, foi impactado principalmente pelos juros nominais apropriados (0,7 ponto percentual) e pela emissão líquida de dívida (0,1 ponto percentual). Por outro lado, a variação negativa do PIB nominal contribuiu para um recuo de 0,4 ponto percentual.

A taxa Selic, atualmente em 14,24% ao ano, exerce forte influência sobre a dívida pública, já que aproximadamente metade dos títulos emitidos pelo governo são atrelados a essa taxa. De acordo com o BC, cada ponto percentual de aumento na Selic representa um acréscimo de R$ 49,3 bilhões na dívida bruta.

Utilizando a metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), recentemente adotada pelo BC, a dívida bruta do país subiu de 87,1% para 88,7% do PIB entre janeiro e fevereiro. Já a dívida líquida do setor público atingiu 61,4% do PIB, equivalente a R$ 7,3 trilhões.

Em fevereiro, o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 19 bilhões, enquanto as despesas com juros somaram R$ 78,3 bilhões. No acumulado de 12 meses, o resultado é um déficit de R$ 15,9 bilhões (0,13% do PIB), impulsionado pelo desempenho negativo do governo central (déficit de R$ 28,5 bilhões), parcialmente compensado pelo superávit de estados e municípios (R$ 9,2 bilhões) e estatais (R$ 299 milhões).

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o resultado das contas públicas no início de 2025 reflete uma execução mais lenta das despesas, enquanto a arrecadação mantém trajetória de crescimento.

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