“Marretada de Páscoa”: aumento da tarifa de ônibus gera críticas de vereadores a David Almeida

Aumento da tarifa de ônibus em Manaus gera críticas de vereadores ao prefeito David Almeida.
Redação O Poder
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O reajuste da tarifa do transporte coletivo de Manaus para R$ 6, anunciado no sábado (19) e já em vigor desde domingo (20), provocou reações de parlamentares da oposição ao prefeito David Almeida (Avante). Nas redes sociais, vereadores classificaram o aumento como uma “marretada” — referência irônica ao slogan de campanha de reeleição do gestor municipal.

O vereador Rodrigo Guedes (PP) foi um dos primeiros a criticar a decisão. Em uma publicação no sábado, o parlamentar comparou o prefeito a Judas, personagem bíblico conhecido por sua traição, e fez um trocadilho com o período da Páscoa.

“O povo queria um discípulo, só não precisava vir logo o Judas, né?! Toma essa marretada de Páscoa no povo!”, escreveu, ao publicar uma montagem de David Almeida em um boneco de Judas.

Também do Progressistas, o vereador Rodrigo Sá afirmou que o reajuste não tem justificativa técnica, especialmente diante da falta de melhorias no serviço prestado.

“Na minha opinião, um reajuste injustificado, ainda mais sem qualquer melhoria no serviço. Vamos seguir cobrando explicações detalhadas sobre esse aumento e exigindo, com urgência, um transporte público digno para a população”, disse.

A crítica também partiu do vereador Coronel Rosses (PL), que compartilhou uma arte informativa sobre o novo valor da tarifa. A publicação foi repercutida pelo deputado federal Alberto Neto (PL), que também demonstrou insatisfação com o aumento.

Já o vereador Capitão Carpê (PL) classificou o reajuste como uma “surpresa de Páscoa” e criticou a atuação da Prefeitura na condução do tema.

“Irei cobrar da Prefeitura que promova uma renovação da frota e melhores condições pro usuário do transporte coletivo. Absurdo!”, publicou Carpê.

A nova tarifa de R$ 6, estabelecida pela Prefeitura de Manaus por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), prevê descontos segmentados: quem utiliza o cartão PassaFácil ou paga em dinheiro tem desconto de R$ 1, pagando R$ 5 por viagem. Estudantes não contemplados com gratuidade continuam pagando R$ 2,50, mediante apresentação da carteira estudantil válida.

Para beneficiários do CadÚnico, será implantado o valor social de R$ 4,50, mas o desconto só deve valer dentro de 60 dias, prazo necessário para emissão do novo cartão PassaFácil Social. Até lá, esses usuários também pagarão R$ 5. Trabalhadores que utilizam vale-transporte continuarão pagando o valor integral de R$ 6.

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