Durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta terça-feira (22), os vereadores Sargento Salazar (PL) e Coronel Rosses (PL) usaram a tribuna para se defender das acusações que motivaram um pedido de cassação protocolado na Casa na última semana. Ambos alegaram perseguição política por parte do prefeito David Almeida (Avante) e questionaram a legitimidade do processo.
“Não entendi porque não fui chamado para essa reunião. Eu iria, e acredito que o Sargento Salazar também iria. Aqui não temos medo nenhum da verdade”, declarou Coronel Rosses, ao mencionar uma suposta reunião sobre o pedido de cassação. O parlamentar também criticou o que chamou de “proteção institucional” e “vingança” por parte do chefe do Executivo municipal.
Em resposta, o líder do prefeito na Câmara, vereador Eduardo Alfaia (Avante), negou qualquer envolvimento de David Almeida na representação. “Não há nenhuma vinculação do prefeito David com qualquer tipo de representação a quem quer que seja nessa Casa”, afirmou. Alfaia ainda fez um apelo para que os vereadores evitem discursos que induzam a população. “Não podemos nessa Casa agir de forma antidemocrática”, completou.
Sargento Salazar também contestou a denúncia e voltou a acusar o prefeito. “Ele foi num podcast e nos condenou. Chegou lá e disse que cometemos um delito na feira. Não estamos sendo perseguidos pelos vereadores, mas pelo prefeito!”, reclamou. O parlamentar questionou a ausência de provas e desafia David Almeida a apontar quais crimes teriam sido cometidos.
O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), vereador Gilmar Nascimento (Avante), também se pronunciou e esclareceu que o processo ainda está em fase inicial. “O documento foi entregue, acredito que deve chegar hoje ao presidente. Não existe nada de concreto ainda com relação a isso”, disse. Ele garantiu não ter recebido qualquer tipo de pressão política sobre o caso.
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