Membro do governo Trump vem ao Brasil para discutir sanções contra Moraes, afirma Eduardo Bolsonaro

Membro do governo Trump visita Brasil para discutir possíveis sanções contra ministro do STF, segundo relato do deputado Eduardo Bolsonaro.
Redação O Poder
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O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (2) que o chefe do Escritório de Coordenação de Sanções do Departamento de Estado norte-americano, David Gamble, visitará Brasília na próxima segunda-feira (5). Segundo o parlamentar, o objetivo da viagem seria discutir possíveis sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação foi divulgada por meio de vídeo publicado nas redes sociais de Eduardo Bolsonaro. No conteúdo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que Gamble pode se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e, eventualmente, com o próprio ex-presidente.

Eduardo, que desde o início de 2025 está nos Estados Unidos, tem intensificado articulações com figuras ligadas ao Partido Republicano e ao governo de Donald Trump. O parlamentar busca apoio internacional para retaliações a ministros do STF, especialmente Moraes, responsável por relatar o inquérito das tentativas de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.

“Quando eu disse que a batata do Alexandre de Moraes estava esquentando aqui nos Estados Unidos, pode ter certeza que ela está esquentando de verdade”, declarou Eduardo no vídeo. Ele também acusou o ministro de ser um “violador sistemático de direitos humanos”.

O deputado alegou que Moraes teria responsabilidade indireta na morte de Clézio de Castro, conhecido como “Clezão”, preso por envolvimento em atos antidemocráticos e que faleceu na prisão por complicações de saúde.

Apesar das afirmações, não há confirmação oficial do Departamento de Estado dos EUA sobre a agenda de David Gamble no Brasil, tampouco sobre qualquer procedimento concreto em relação a sanções contra autoridades brasileiras.

A movimentação de Eduardo Bolsonaro se insere em uma série de iniciativas de setores da extrema direita brasileira que, após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, passaram a buscar apoio internacional contra o Judiciário brasileiro — especialmente o STF e o Tribunal Superior Eleitoral.

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