O vereador Zé Ricardo (PT) negou, nesta terça-feira (13), qualquer irregularidade no cumprimento da cota de gênero nas eleições municipais, após uma denúncia envolvendo uma candidata do Partido Verde (PV), integrante da federação com o PT e o PCdoB. A ação foi movida por um candidato derrotado do Partido Progressistas (PP), que questiona a candidatura de Jaqueline, alegando que ela teria sido usada apenas para preencher a cota feminina exigida pela Justiça Eleitoral.
“Ela não era laranja. Tanto o PV quanto o PT e o PCdoB tinham uma cota de mulheres bem acima do percentual necessário. Mesmo que ela não tivesse sido candidata, não haveria problema em relação à federação”, afirmou Zé Ricardo, durante coletiva de imprensa.
Segundo o vereador, todas as informações foram encaminhadas ao juiz eleitoral, que agora analisa o caso. Ele também criticou a condução do Ministério Público Eleitoral. “Fiquei surpreso, porque a promotora, que era para estar acompanhando o processo, não participou da audiência das testemunhas. Quem deu o parecer final foi outro promotor”, disse.
Zé Ricardo também destacou que não participou da formação da chapa e não ocupa cargo de direção partidária. “Nem eu, nem o vereador Jaildo temos qualquer envolvimento nisso. O PT cumpriu a cota de gênero corretamente. Eu nem deveria ter sido acionado”, declarou.
O vereador saiu em defesa de Jaqueline, candidata do PV, que é o foco da denúncia. “Ela está super indignada de ser chamada de laranja. É uma militante social, fez campanha, mobilizou, trabalhou politicamente”, afirmou.
“Acho que a verdade prevalece. Espero que não tenha nenhuma questão política para tentar simplesmente tirar mandatos com base em fake news ou informações que não são verdadeiras”, concluiu.
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