A Prefeitura de Manicoré, sob gestão do prefeito Lúcio Flávio do Rosário, firmou um contrato milionário com a empresa Plastiflex Empreendimentos da Amazônia LTDA, no valor de R$ 10.000.489,90. O acordo tem vigência de 12 meses e prevê serviços de engenharia, incluindo recapeamento asfáltico, operação tapa-buracos, fornecimento de materiais, transporte e mão de obra para manutenção das vias públicas do município.
A contratação foi feita por meio do Pregão Eletrônico nº 012A/2025, com adjudicação formalizada em 28 de abril de 2025. A empresa venceu o certame com a proposta de menor valor e o processo foi encaminhado para homologação pelo prefeito.
Apesar de habilitada para contratos públicos, a Plastiflex já foi alvo de investigações por supostas irregularidades em obras financiadas com recursos públicos. Um dos casos mais notórios ocorreu em 2021, quando a empresa foi mencionada em uma notícia de fato instaurada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), relacionada à obra do Centro de Convivência da Família de Manicoré.
Segundo o promotor Vinícius Ribeiro, a empresa foi contratada inicialmente em 2015 para concluir a obra, mas a execução não foi finalizada. Em 2021, a prefeitura abriu nova licitação para o mesmo serviço. “No Portal da Transparência, foi possível encontrar apenas o edital de 2015”, destacou o promotor, apontando falta de transparência sobre a contratação.
Outro episódio envolveu obras em Novo Aripuanã, sob a gestão da ex-secretária de Estado de Infraestrutura Waldivia Alencar. Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) constatou que apenas 46,03% dos serviços contratados foram efetivamente executados pela Plastiflex, resultando em prejuízo estimado em mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos.
