O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, publicou nesta semana uma nota oficial em seu perfil no Instagram após ser declarado inelegível por oito anos por decisão individual do ministro André Ramos Tavares, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo Hang, a condenação tem origem em um episódio ocorrido durante as eleições municipais de 2020, em Santa Rosa (RS). Em viagem de trabalho para avaliar terrenos onde pretendia construir uma megaloja, Hang afirma ter encontrado o então prefeito e candidato à reeleição e gravado um vídeo com ele. A ação, movida por partidos de esquerda, argumenta que a gravação teria influenciado indevidamente o resultado da eleição no município.
“Recentemente fui declarado inelegível por oito anos por decisão individual do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Ramos Tavares”, afirma Hang na primeira parte da nota. Ele relata que a ação foi baseada na aparição ao lado do candidato e prefeito à época, o que, segundo os partidos autores da ação, configuraria interferência indevida no processo eleitoral.
Hang, por sua vez, contesta a decisão e alega que teve seu direito constitucional à liberdade de expressão desrespeitado. “O ministro desconsiderou todas as decisões anteriores sobre o caso, que haviam reconhecido o meu direito de se manifestar politicamente”, declarou. Ele reforça que não há, segundo ele, nenhuma lei que proíba empresários de expressarem apoio a candidatos.
Em sua manifestação, o empresário afirma que continuará “levantando a bandeira da liberdade econômica e de um Estado menor e mais eficiente”, além de garantir que está estudando medidas legais cabíveis para reverter a decisão. “Confiamos que a Justiça prevalecerá, garantindo o respeito à liberdade de expressão”, conclui.
Conhecido por seu apoio explícito ao ex-presidente Jair Bolsonaro e por suas frequentes manifestações políticas nas redes sociais, Hang já esteve envolvido em outras polêmicas relacionadas ao uso de sua imagem e influência empresarial no cenário político nacional.
A decisão do TSE ainda pode ser contestada judicialmente, e o empresário sinaliza que não pretende recuar de sua atuação pública e política.
Veja a nota: