O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), usou suas redes sociais nesta sexta-feira (15) para questionar a condução da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai apurar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Sóstenes lembrou que o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), não assinaram a favor da criação da comissão. “Ayres foi indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enquanto Aziz foi escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)”, disse.
Para o deputado, a escolha representa um “jogo de cartas marcadas” e provoca indignação.
“Se dependesse deles, essa investigação nem existiria. Agora, ambos terão de provar que não vieram para engavetar. Se essa CPMI acabar em pizza, o Brasil saberá quem foram os responsáveis”, afirmou.
Sóstenes Cavalcante também afirmou que parlamentares que não assinaram pela abertura das investigações são “cúmplices por omissão”.
“Roubar dos aposentados é crime duplo: contra o bolso e contra a dignidade. Quem não assinou é cúmplice por omissão. O povo exige justiça e não aceitará mais um caso enterrado nos corredores de Brasília”, disse o deputado.
A CPMI do INSS foi criada para investigar suspeitas de irregularidades e fraudes que prejudicam aposentados e pensionistas, um tema que ganha atenção crescente diante de denúncias recentes envolvendo pagamentos indevidos e falhas na fiscalização dos benefícios.
