Gonet: “A democracia no Brasil assume a sua defesa ativa contra a tentativa de golpe”

Procurador-geral da República afirma que democracia no Brasil se defende ativamente contra tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Redação O Poder
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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de tramar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

Na abertura da sessão, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, afirmou que “a democracia no Brasil assume a sua defesa ativa contra a tentativa de golpe”.

Gonet fala em reação firme

De acordo com o PGR, os “ataques às instituições”, que culminaram nas “vilanias do 8 de janeiro”, exigem resposta das autoridades para garantir a preservação do Estado de Direito.

A manifestação reforça a posição do STF, que julga denúncias de ruptura institucional. Ministros da Corte têm defendido a responsabilização dos envolvidos como essencial para impedir novos episódios semelhantes ao de 8 de janeiro de 2023.

Nenhuma democracia se sustenta, se não contar com efetivos meios para se contrapor a atos orientados à sua decomposição belicosa”, disse Paulo Gonet.

Denúncia de Paulo Gonet

Em fevereiro, o procurador-geral denunciou Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas ao STF pelos seguintes crimes:

  • Organização criminosa armada (Lei 12.850/2013);
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal);
  • Golpe de Estado (art. 359-M do Código Penal);
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União (art. 163 do CP);
  • Deterioração de patrimônio tombado (art. 62 da Lei 9.605/1998).

Julgamento no STF

O processo é considerado um dos mais importantes da história recente e pode definir os rumos da responsabilização de Jair Bolsonaro e de aliados envolvidos na tentativa de golpe de Estado e nos ataques de 8 de janeiro.

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