“O povo amazonense estão sendo desrespeitados”, diz Plínio Valério sobre privatização de rios

Senador critica proposta do governo de privatizar rios federais na região, afirmando que a medida desrespeita as comunidades ribeirinhas.
Redação O Poder
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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) usou as redes sociais para criticar a proposta do Governo Federal de privatizar três rios federais na Amazônia, entre eles o Rio Madeira. Segundo ele, a medida representa desrespeito ao povo do Amazonas e ameaça direta ao modo de vida das comunidades ribeirinhas.

Plínio comparou a decisão com os entraves impostos à pavimentação da BR-319. “A Amazônia e o povo amazonense estão sendo desrespeitados. Não podemos ter a BR-319 pois dizem que ‘afetaria comunidades, indígenas e o clima’. Agora, o Governo Federal quer privatizar três rios federais, incluindo o Rio Madeira, e ainda cobrar pedágio de quem depende deles para viver e trabalhar”, declarou.

O parlamentar afirmou que não aceitará a iniciativa e já está reunindo advogados para analisar formas de barrar o leilão anunciado pelo Executivo. “Nós, do Amazonas, não podemos é nos conformar com isso. Nós temos que mostrar o quanto é hipocrisia dessa gente que reclama da BR-319, mas não reclama agora, quando o governo vai fazer um leilão para privatizar três rios na Amazônia”, disse.

Para o senador, a medida ameaça a mobilidade da população e ignora a necessidade de ouvir as comunidades locais. “As comunidades têm que ser escutadas, haja audiência pública, haja concordância. Quando é a BR-319, o rio não tem nada disso. Vão querer leiloar seu rio sem consultar ninguém, afetando nossa vida, nosso modo de vida”, destacou.

Plínio reforçou que considera o projeto do governo como uma forma de penalizar os amazonenses, que dependem dos rios para transporte, comércio e subsistência. “Sem estrada, e agora, pagando pedágio e gastagem. Essa coisa não pode continuar. Não pode vingar. E é papel de um senador combater. E é isso que eu vou fazer a partir de agora”, afirmou.

O senador concluiu destacando que sua atuação será firme contra a privatização. “O Amazonas não vai se calar. É hora de mostrar força, de nos unir e de exigir respeito ao nosso povo! Esse é o meu compromisso: defender a nossa gente, os nossos rios e a nossa Amazônia.”

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