O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu no último fim de semana que houve um “planejamento de golpe” no Brasil, mas negou que o episódio tenha configurado crime. A fala ocorreu no sábado (13), durante participação no Rocas Festival, em Itu (SP), ao lado do presidente do PSD, Gilberto Kassab, em um painel mediado pelo deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos).
Na ocasião, Valdemar declarou que “houve planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente”, comparando a situação a um crime de homicídio que não chega a ser executado. A declaração provocou forte reação de bolsonaristas nas redes sociais, incluindo críticas do influencer Paulo Figueiredo, do deputado Ricardo Salles (Novo-SP) e do advogado Fabio Wajngarten.
Diante da repercussão negativa, o dirigente do PL recuou e afirmou, em entrevista nesta segunda-feira (15) ao colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, que suas falas foram “no campo do imaginário”. Ele acrescentou que não houve golpe e reforçou que o ex-presidente Jair Bolsonaro conduziu a transição de governo dentro da legalidade constitucional.
Valdemar também voltou a defender a anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro e projetou que a direita deve conquistar ao menos 45 cadeiras no Senado nas eleições de 2026.