O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e um dos principais nomes do bolsonarismo, voltou a criticar nesta sexta-feira (19/9) as articulações em torno do projeto da anistia, que está sob relatoria do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).
Segundo Malafaia, a presença do ex-presidente Michel Temer (MDB) nas negociações, que também envolveram ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), é indevida. Ele afirmou que o processo de anistia é prerrogativa exclusiva do Congresso Nacional.
“Só pode ser piada chamar Temer de ‘constitucionalista’. Quer dizer que precisa de acordo do STF e do Executivo para uma anistia? E a Constituição, senhor constitucionalista, foi jogada na lata do lixo?”, declarou o pastor em vídeo publicado nas redes sociais.
O líder religioso também acusou ministros do Supremo de atuarem por “vaidade” e defendeu que a proposta seja ampla, geral e irrestrita. Para ele, o novo desenho do texto — que deve se restringir à redução de penas de manifestantes do 8 de Janeiro, chamado de Projeto da Dosimetria — desvirtua o instituto da anistia.
“Rasgam a Constituição a seu bel-prazer por interesses vergonhosos. Isso é uma vergonha!”, completou Malafaia, ao comparar a situação com a anistia de 1979, que beneficiou integrantes da esquerda armada.
Além de Temer, a reunião de quarta-feira (18/9) contou com o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), a participação remota do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ligações a ministros do STF.