Vereador Paulo Tyrone (PMB) denuncia baixa cobertura de esgoto em Manaus e cobra medidas

Vereador denuncia baixa cobertura de esgoto em Manaus e cobra medidas urgentes para cumprir meta até 2033.
Redação O Poder
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Durante sessão plenária nesta terça-feira (23), na Câmara Municipal de Manaus, o vereador Paulo Tyrone (PMB) chamou a atenção para os baixos índices de cobertura da rede de esgoto na capital amazonense. Segundo ele, dados recentes do Instituto Trata Brasil colocam Manaus entre os 100 piores municípios do país em atendimento de esgoto, com apenas 22% da população atendida.

Tyrone também questionou a divergência entre os números apresentados pela pesquisa e os dados informados pela concessionária Águas de Manaus, que alega cobertura de 32%, e pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), que indica 36%. Mesmo considerando os índices mais altos, o vereador alertou que, no ritmo atual, a cidade está longe de alcançar a meta prevista no Marco Legal do Saneamento, que exige 99% de cobertura até 2033.

“Se continuarmos nesse ritmo, Manaus chegará, no máximo, a 52% de cobertura em 2033. Isso é muito preocupante. O esgoto não é um problema invisível ele afeta diretamente a saúde e a qualidade de vida da população”, afirmou.

O parlamentar cobrou uma atuação mais firme da Câmara Municipal e da Ageman para fiscalizar e pressionar a concessionária a acelerar as obras de ampliação da rede. Segundo ele, o início do período chuvoso, conhecido como inverno amazônico, pode agravar ainda mais os atrasos.

Tyrone anunciou ainda que vai apresentar um requerimento solicitando dados oficiais da Ageman sobre o andamento das obras e o cumprimento do contrato por parte da concessionária. Ele também defendeu que, caso as metas não sejam cumpridas, a empresa deve ser penalizada conforme as cláusulas previstas.

“Não podemos ficar inertes enquanto a cidade sofre com esgoto a céu aberto. Precisamos exigir resultados e, se necessário, aplicar as sanções previstas no contrato. A população não pode continuar pagando por um serviço que não chega às suas casas”, concluiu.

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