Vereador Eduardo Alfaia defende sogra do prefeito e rejeita CPI sobre contratos com a prefeitura

Vereador defende sogra do prefeito e rejeita investigação sobre contratos com a prefeitura.
Redação O Poder
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Em meio à crescente polêmica envolvendo a sogra do prefeito David Almeida, apontada como administradora de empresas que mantêm contratos milionários com a Prefeitura de Manaus, o vereador Eduardo Alfaia (Avante), líder do prefeito na Câmara Municipal, se posicionou contra a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.

Durante entrevista, Alfaia afirmou que a solicitação para que o secretário municipal de Educação compareça à Câmara é um convite formal, considerado suficiente neste momento, e que a convocação só será necessária caso não haja resposta espontânea. Segundo ele, o debate na Casa Legislativa tem como objetivo receber esclarecimentos sobre os avanços da gestão do prefeito, especialmente na área da educação.

“Manaus teve um salto significativo em diversos indicadores educacionais, inclusive na infraestrutura das escolas, com investimentos expressivos desde o início do mandato do prefeito Davi Almeida. Estamos aguardando a participação do secretário para que ele possa prestar contas do trabalho realizado”, declarou o vereador.

Sobre as denúncias envolvendo a sogra do prefeito, Lidiane Fontenelle, administradora da empresa Murb Manutenção e Serviços Urbanos Ltda., Alfaia reforçou que não vê necessidade de investigação especial nem de medidas extremas, como pedidos de impeachment ou instalação de CPI.

“Ninguém pode criminalizar uma pessoa pelo simples fato de ter parentesco com um político. Isso seria leviano e injusto. Vejo esse tipo de discurso como uma tentativa da oposição de criar polêmica e buscar visibilidade, sem fundamento concreto”, declarou.

O vereador criticou ainda declarações de adversários políticos que, segundo ele, estariam utilizando o caso para “lacrar” e politizar a situação, enfatizando que acusações sem provas podem causar danos desnecessários.

“É lamentável que se faça esse tipo de afirmação sem respaldo. Precisamos respeitar as pessoas e não criminalizar famílias por vínculos de parentesco”, concluiu.

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