Prefeito Augusto Ferraz rejeita aterro moderno e mantém Iranduba respirando lixo

Projeto de aterro sanitário moderno é rejeitado pelo prefeito de Iranduba, que mantém lixão a céu aberto, poluindo o solo e contaminando o meio ambiente.
Redação O Poder
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O município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, vive uma situação que envergonha a população e preocupa ambientalistas. Mesmo com um projeto de aterro sanitário moderno, pronto para substituir o lixão a céu aberto, o prefeito Augusto Ferraz decidiu barrar a implantação do novo sistema e manter o descarte de lixo no mesmo local que há anos polui o solo e contamina o meio ambiente.

A decisão é vista como um retrocesso em plena Amazônia, onde os impactos ambientais de um lixão são ainda mais graves por atingir igarapés, nascentes e comunidades próximas. O chorume, líquido tóxico resultante da decomposição do lixo, escorre diariamente pelo terreno, infiltrando-se no solo e chegando aos cursos d’água, sem qualquer tratamento.

Além da degradação ambiental, o cenário é um risco direto à saúde pública. O acúmulo de resíduos a céu aberto atrai urubus, ratos e insetos, favorecendo a proliferação de doenças. O mau cheiro é constante e os moradores das redondezas convivem com o lixo e o descaso como se fosse algo normal.

Enquanto isso, o projeto do Sistema de Tratamento e Destinação de Resíduos (STDR Iranduba), licenciado e projetado para oferecer uma destinação adequada ao lixo da cidade, segue parado por decisão política. O empreendimento prometia empregos, controle ambiental e o fim definitivo do lixão, mas foi rejeitado pelo prefeito sem explicações técnicas convincentes.

Especialistas em meio ambiente consideram a atitude inaceitável e irresponsável. Em um momento em que o Brasil inteiro busca cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fechamento de lixões, Iranduba dá um passo atrás e mantém um modelo ultrapassado, sujo e perigoso.

Moradores cobram dignidade e condições básicas de vida. A permanência do lixão representa um desrespeito à população e à própria Amazônia, que sofre com o impacto do descarte irregular e da falta de compromisso ambiental.

Com a decisão de Augusto Ferraz, Iranduba segue literalmente enterrada no lixo, perdendo a oportunidade de se tornar referência em sustentabilidade e avançar na proteção do meio ambiente.

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