O vereador Rodrigo Sá (PP) afirmou que sua decisão de votar favoravelmente à reforma previdenciária da Prefeitura de Manaus foi pautada por critérios técnicos e pela necessidade de garantir o equilíbrio financeiro e atuarial do regime próprio de previdência. Durante entrevista, ao site O Poder, o parlamentar rebateu críticas de que teria “mudado de lado” e destacou que sua posição não foi política, mas baseada em entendimento técnico após as alterações no texto da proposta.
Segundo Rodrigo, o projeto chegou à Câmara de forma “açodada” e complexa, o que dificultou a análise inicial dos vereadores. “Nenhum vereador teve condições de analisar o texto logo que ele chegou. É um projeto denso, e até quem hoje é contra muitas vezes não sabe o que está escrito ali”, afirmou. Ele destacou que, apesar disso, houve reuniões, estudos e discussões nas comissões, especialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o que permitiu compreender melhor as mudanças propostas.
O parlamentar ressaltou que as regras de transição foram aprimoradas, beneficiando os servidores que já estão na ativa. “Os servidores atuais não serão obrigados a cumprir de imediato o aumento no tempo de contribuição. Eles terão regras de transição, com prazos menores para aposentadoria em relação a quem ingressar no serviço público após a reforma”, explicou.
Rodrigo de Sá também reforçou que sua postura não o vincula automaticamente à base do prefeito David Almeida (Avante). “Não é porque votei a favor do projeto que sou base do Executivo. Meu voto é técnico. Não vou ficar refém de narrativa nem de lacração”, disse. O vereador afirmou ainda que o processo poderia ter sido mais amplamente debatido, mas acredita que as emendas e ajustes feitos tornaram a reforma “menos traumática para o servidor”.
Ele pontuou que compreende as críticas recebidas nas redes sociais, mas reafirmou sua convicção. “Meu perfil está aberto. Quem quiser se manifestar, pode. É democrático. Mas eu continuo entendendo que essa reforma era necessária. Sou servidor público e também fui submetido a regras de transição em outras reformas. Sei o que isso significa”, declarou.
Por fim, Rodrigo defendeu que a aprovação da proposta é fundamental para assegurar a regularidade previdenciária da Prefeitura de Manaus e evitar consequências mais graves caso o projeto fosse rejeitado. “Toda reforma causa algum impacto, mas, da forma que foi aprovada, ela garante o equilíbrio do sistema e a sustentabilidade financeira do município”, concluiu.
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