O vereador Rodrigo Sá (PP) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus, nesta segunda-feira, para detalhar o andamento do projeto que prevê a criação de motofaixas na capital e rebater críticas feitas nas redes sociais. A proposta, segundo ele, já teve o parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e segue agora para análise na Comissão de Orçamento e Finanças, antes de passar pela Comissão de Mobilidade Urbana e chegar ao plenário para votação.
Sá explicou que o projeto autoriza a implementação de motofaixas somente onde houver viabilidade técnica, mediante estudos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). As vias aptas receberão sinalização horizontal específica para orientar motoristas e motociclistas.
Além das motofaixas, a proposta também regulamenta o uso dos corredores entre veículos, prática já comum no tráfego manauara. O texto estabelece regras claras sobre velocidade e conduta, com o objetivo de reduzir conflitos e garantir segurança a todos os usuários da via.
O parlamentar reconheceu que o transporte de massa é a solução ideal para grandes centros urbanos, mas ressaltou que esse tipo de política não é de competência legislativa da Câmara Municipal. “Gostaria eu de poder implantar BRT, VLT ou metrô, mas isso não cabe a um vereador”, afirmou. Ele lembrou que vem cobrando informações da prefeitura sobre a frota do transporte coletivo para propor melhorias, mas nem sempre recebe respostas.
Sá criticou duramente as reações negativas ao projeto nas redes sociais. “A internet deu voz a muita gente, mas também deu voz a imbecis”, declarou, reclamando da superficialidade de alguns comentários que ignoram a realidade do trânsito na capital. O vereador afirmou que o transporte individual, impulsionado por motociclistas e motoristas de aplicativo, já é parte essencial da mobilidade urbana em Manaus, reflexo, segundo ele, da queda de qualidade do transporte coletivo, que perdeu cerca de 50% dos passageiros nos últimos anos.
Ele argumentou que retirar motociclistas e motoristas de aplicativo das ruas levaria Manaus ao “colapso”, já que o sistema de ônibus não tem capacidade para absorver a demanda atual.
Para Sá, o projeto das motofaixas é uma tentativa concreta de melhorar a mobilidade dentro das limitações legais e estruturais. “Antes de enxergar apenas críticas, vejam o lado positivo. Esse projeto busca melhorar a mobilidade da nossa cidade”, concluiu.
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