O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (27), ao comentar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de integrantes de seu grupo político. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que as condenações impostas pela Corte têm motivação política e que ele e seus aliados seriam vistos como “ameaça” a uma suposta “ditadura da toga”.
Ramagem, condenado a 16 anos de prisão no julgamento dos atos golpistas, segue nos Estados Unidos, onde mantém sua atuação parlamentar mesmo sendo considerado foragido pela Polícia Federal.
Em sua manifestação, o deputado alegou que as prisões são fruto de perseguição. “Não somos criminosos. Somos tratados assim porque representamos uma ameaça a essa ditadura da toga que tomaram para si no Brasil. Nesta semana prenderam definitivamente o presidente Bolsonaro, sem qualquer crime comprovado, apenas para sufocar e neutralizar toda a oposição, começando pelo seu maior líder. Tudo dentro de uma sequência de ilegalidades”, declarou.
Ramagem também criticou a prisão de militares condenados pelo STF no mesmo processo, alegando injustiça. “Estão presos sem terem cometido crimes como corrupção, desvio de recursos ou lavagem de dinheiro. São servidores de carreira, pessoas que dedicaram décadas ao país. Quatro oficiais-generais e um delegado foram encarcerados. A intenção era fazer o mesmo comigo apenas por sermos pessoas de confiança do presidente Bolsonaro”, afirmou.
As declarações de Ramagem inflamam ainda mais o ambiente político, em meio à repercussão das prisões e às discussões sobre os desdobramentos do caso no Brasil e no exterior.
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