A penúltima sessão de 2025 na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), realizada nesta quarta-feira (10), foi marcada por críticas do presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União Brasil), sobre a postura de colegas que deixaram o plenário em meio à análise de projetos importantes, entre eles, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
Visivelmente contrariado, Cidade afirmou que parte dos parlamentares demonstrava mais interesse em acompanhar o jogo do Flamengo, que acontecia no mesmo horário, do que em cumprir a função legislativa.
“Pelo que estou vendo, têm deputados mais preocupados com o jogo do Flamengo do que em votar o orçamento do Estado”, declarou o presidente, ao perceber a movimentação de colegas deixando o plenário.
Mais cedo, alguns deputados chegaram a sugerir o adiamento da votação para quinta-feira (11), justamente por causa da partida válida pela Copa Intercontinental. A proposta, porém, não avançou, e a votação seguiu conforme previsto.
Cidade também alertou sobre possíveis penalidades previstas no Regimento Interno para parlamentares que se ausentam durante votações.
“Temos apenas 13 deputados em plenário. O nosso regimento é claro: o deputado que sair durante votação pode ser penalizado. Precisamos lembrar da responsabilidade constitucional que o povo nos confiou”, afirmou.
Assembleia aprova orçamento de R$ 38,05 bilhões para 2026
Apesar das tensões na sessão, a Aleam aprovou o orçamento estadual para 2026, estimado em R$ 38,05 bilhões. Do total, R$ 8,2 bilhões correspondem a repasses constitucionais obrigatórios.
A Secretaria de Educação e Desporto, juntamente com o Cetam, terá o maior volume de recursos: R$ 5,28 bilhões. Já o pagamento da dívida pública está previsto em R$ 2,5 bilhões para o próximo ano.
Relatora da LOA, a deputada Alessandra Campelo (Podemos) informou que o projeto recebeu 646 emendas apresentadas pelos parlamentares. Deste total, cerca de R$ 300 milhões em emendas impositivas foram direcionados especificamente à área da saúde. Segundo ela, 50 emendas foram rejeitadas por não cumprirem critérios legais, técnicos ou financeiros.