Defesa solicita a Moraes liberação para cirurgia urgente de Bolsonaro

Defesa de Bolsonaro pede autorização para cirurgia de urgência após exames apontarem hérnias inguinais.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando autorização para a realização imediata de uma cirurgia considerada urgente. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes após exames realizados no último fim de semana apontarem a presença de hérnias inguinais.

Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, passou por uma ultrassonografia no domingo (14/12). Conforme laudo médico anexado ao pedido, foram identificadas duas hérnias inguinais, e os profissionais responsáveis indicaram a necessidade de intervenção cirúrgica como única alternativa de tratamento definitivo.

Segundo os advogados, o procedimento recomendado é uma herniorrafia inguinal bilateral, a ser realizada sob anestesia geral e em ambiente hospitalar, uma vez que não há condições adequadas para a cirurgia dentro do sistema prisional. O hospital indicado pela defesa é o DF Star, com previsão de internação entre cinco e sete dias para realização da cirurgia e acompanhamento pós-operatório.

No documento enviado ao STF, os advogados destacam que a indicação médica aponta caráter de urgência máxima, alertando para o risco de agravamento do quadro caso o ex-presidente permaneça em regime fechado sem acesso contínuo a cuidados médicos especializados. A defesa afirma que a postergação do procedimento pode resultar em complicações evitáveis e até em uma internação emergencial.

Diante desse cenário, os representantes legais de Bolsonaro voltaram a solicitar a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias, sustentando que a condição de saúde exige acompanhamento médico constante, fisioterapia motora e recuperação adequada em ambiente hospitalar.

No sábado (13/12), Alexandre de Moraes autorizou a entrada de um médico na unidade da Polícia Federal para a realização do exame de ultrassom, utilizando equipamento portátil. A autorização atendeu a pedido feito pela defesa na última quinta-feira (11/12).

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, inicialmente em prisão preventiva relacionada a descumprimento de medidas cautelares. Após o trânsito em julgado da ação penal referente à trama golpista, ocorrido em 25 de novembro, ele passou a cumprir pena em regime fechado.

O novo pedido da defesa ocorre enquanto ainda está em vigor o prazo de 15 dias determinado por Moraes para que a Polícia Federal realize uma perícia médica oficial, com o objetivo de avaliar a real necessidade de intervenção cirúrgica imediata.

Carregar Comentários