Apenas quatro deputados do Amazonas assinam pedido de CPI do Banco Master na Câmara

Deputados do Amazonas divididos sobre a instalação de CPI para investigar supostas irregularidades do Banco Master.
Redação O Poder
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Somente quatro dos oito deputados federais do Amazonas assinaram, até o momento, o requerimento que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master na Câmara dos Deputados. A iniciativa, articulada pelo deputado Rodrigo Rollemberg, ainda não atingiu o número mínimo de 171 assinaturas necessárias para que a CPI seja instalada.

No Amazonas, os parlamentares que já assinaram o pedido são Capitão Alberto Neto (PL), Amom Mandel (Cidadania-AM), Pauderney Avelino (União-AM) e Fausto Júnior (União-AM). Juntos, eles representam metade da bancada federal do estado na Câmara e integram o grupo que defende o aprofundamento das investigações sobre a atuação da instituição financeira.

Por outro lado, os deputados Silas Câmara (Republicanos), Átila Lins (PSD), Sidney Leite (PSD) e Adail Filho (Republicanos) ainda não subscreveram o requerimento até o momento, o que tem gerado questionamentos diante da repercussão nacional do caso.

Entre os signatários, o deputado Fausto Júnior, vice-líder do União Brasil na Câmara, tem se posicionado publicamente a favor da apuração. Ele afirma que a investigação é necessária diante das denúncias que envolvem o Banco Master, alvo de inquéritos da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades em fundos previdenciários, operações de crédito consignado e manipulação patrimonial.

Antes mesmo da formalização do pedido de CPI, Fausto Jr. já vinha cobrando esclarecimentos sobre o caso no âmbito da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados. No mês passado, o parlamentar reforçou a solicitação para a realização de uma audiência pública sobre o tema.

As investigações preliminares indicam que as supostas irregularidades podem alcançar cifras bilionárias, com estimativas que variam entre R$ 12 bilhões e até R$ 40 bilhões, conforme o avanço das apurações. Um dos principais pontos em análise é a tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), além de contratos e relações que levantaram questionamentos sobre a atuação de autoridades públicas.

O caso ganhou maior visibilidade após denúncias que mencionam o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, envolvendo um contrato firmado entre o banco e um escritório de advocacia ligado à família do magistrado, o que ampliou a pressão no Congresso Nacional por uma investigação parlamentar.

Apesar da mobilização, parlamentares avaliam que o ano eleitoral dificulta o avanço da CPI. Ainda assim, defensores do requerimento sustentam que cabe ao Legislativo cumprir seu papel constitucional de fiscalizar, apurar responsabilidades e garantir transparência na aplicação de recursos e nas relações entre instituições financeiras e o poder público.

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