O senador Plínio Valério, presidente do PSDB no Amazonas, afirmou nesta segunda-feira (12) que o partido não lançará candidatura própria ao Governo do Estado nas eleições deste ano e também não deverá declarar apoio a nenhum dos nomes colocados na disputa. A sigla, segundo ele, vai concentrar esforços nas eleições proporcionais e na corrida pelo Senado.
De acordo com o parlamentar, a decisão reflete uma avaliação interna de que a disputa pelo Executivo estadual permanece concentrada em um grupo restrito de lideranças, o que, na visão do partido, inviabiliza a construção de um projeto competitivo neste momento.
“(A eleição para) Governo do Estado é sempre disputada por um grupo muito restrito de candidatos, sempre os mesmos, e nós não conseguimos romper este grupo e ter um candidato viável para apresentar ao eleitor amazonense. Da mesma forma, a maioria do partido não quer apoiar um dos candidatos que estão aí”, declarou.
Plínio Valério também descartou qualquer possibilidade de apoio à pré-candidatura do senador Omar Aziz (PSD), apesar da relação pessoal entre ambos. Segundo ele, as divergências políticas e ideológicas impedem uma aliança eleitoral.
“Eu e Omar navegamos o mesmo rio, só que em barcos separados. Ele apoia o governo Lula e eu sou oposição e apesar da nossa amizade, não vamos caminhar juntos nessa eleição”, disse.
Prioridade será o Senado e as chapas proporcionais
Durante entrevista ao programa Meio Dia com Jefferson Coronel, da Rede Onda Digital, o senador destacou que a prioridade do PSDB em 2026 será a montagem de chapas para deputado estadual, deputado federal e Senado. Plínio confirmou que buscará a reeleição e disse ver com naturalidade a ampliação do número de concorrentes na disputa.
“Quanto mais candidatos, melhor. É assim que a população pode comparar quem realmente trabalha e decidir com mais clareza”, avaliou, citando possíveis adversários.
Ao fazer um balanço de seu mandato, Plínio afirmou que sua atuação no Senado tem sido marcada pela defesa dos interesses do Amazonas, especialmente em temas como a Zona Franca de Manaus, a pavimentação da BR-319, a CPI das ONGs e o enfrentamento ao garimpo ilegal.
“Tenho sido uma voz firme contra agendas ambientais que prejudicam o Estado. Isso é reconhecido nas ruas, e é isso que me motiva a buscar a reeleição”, concluiu.