Moraes se reuniu com Michelle Bolsonaro antes de autorizar transferência de Bolsonaro para a Papudinha

Ministro do STF se reuniu com ex-primeira-dama antes de autorizar transferência de Bolsonaro para presídio em Brasília.
Redação O Poder
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) horas antes de autorizar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o Centro de Detenção Provisória de Brasília II, conhecido como Papudinha. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e confirmada posteriormente pela própria Michelle.

Segundo fontes ligadas ao Partido Liberal, o encontro teria sido intermediado pelo vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ). Durante a reunião, Michelle teria feito um apelo ao magistrado para que Bolsonaro pudesse cumprir a pena em prisão domiciliar, citando preocupações com o estado de saúde do ex-presidente.

Ainda nesta semana, Michelle também se reuniu com o ministro do STF Gilmar Mendes para tratar do mesmo tema. Nos bastidores, ela vinha manifestando insatisfação com as condições da cela onde Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal, apontando limitações relacionadas ao espaço, à rotina e ao atendimento médico.

Após a repercussão da reunião com Moraes, Michelle publicou uma mensagem em suas redes sociais pedindo cautela aos apoiadores. “Aqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”, escreveu.

Na decisão que determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, Alexandre de Moraes citou as constantes reclamações feitas por familiares e pela defesa do ex-presidente. Segundo o ministro, a nova unidade atende melhor às demandas relacionadas ao tamanho da cela, alimentação, possibilidade de banho de sol, ampliação do tempo de visitas, além de acesso a atendimento médico e fisioterapia.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Ele estava preso havia quase dois meses na Superintendência da Polícia Federal, onde a permanência era considerada temporária.

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