Ao reassumir vínculo com o PDT, Sabá Reis fez questão de destacar o peso do trabalhismo em sua trajetória política. Referência histórica da sigla, ele ressaltou que a convivência com lideranças que marcaram época foi decisiva para sua formação. “Convivi com homens que fizeram história. Isso molda nossa forma de fazer política”, afirmou.
Nos bastidores da política amazonense, o retorno é interpretado como um movimento estratégico que antecipa os próximos passos do dirigente. A avaliação predominante é de que Sabá deve disputar uma vaga nas eleições vindouras, seja para a Assembleia Legislativa do Amazonas ou para a Câmara dos Deputados, hipótese que ganha força diante do discurso de reconstrução partidária e retomada de espaços institucionais.
A leitura foi reforçada pelo próprio Sabá ao estabelecer objetivos claros à frente da legenda no Estado. Entre as metas, ele destacou a necessidade de recolocar o PDT no Parlamento estadual. “Uma das minhas missões é fazer o PDT voltar à Assembleia. Esse partido precisa ocupar os espaços que sempre lhe pertenceram”, declarou.
Antes dele, o dirigente nacional do PDT, Stones Machado, elogiou o processo de retorno e classificou o momento como um exemplo de “política feita pela porta da frente”, destacando o diálogo e a transparência que marcaram as articulações. Ele também recorreu à metáfora do “encontro das águas” para simbolizar a convergência entre quadros históricos e novas lideranças da sigla.
Com posse marcada para o dia 6 de fevereiro, Sabá Reis assume o comando do PDT no Amazonas em um cenário considerado estratégico. O ato deste sábado representou mais do que uma filiação partidária: simbolizou um reencontro com a própria história política, sintetizado pela canção que embalou o momento, “estou voltando pra casa”.