A pouco mais de oito meses das eleições, o cenário político no Pará segue indefinido e sem uma liderança consolidada. Nos bastidores, cresce a avaliação de que a principal linha de divisão da disputa pelo governo estadual não será ideológica, mas centrada no enfrentamento à hegemonia da família Barbalho no comando do Executivo.
Analistas apontam que a chamada agenda “anti-Barbalho” deve orientar alianças e estratégias da oposição nos próximos meses, reunindo nomes de diferentes campos políticos em torno do objetivo comum de romper o domínio do grupo liderado pelo governador Helder Barbalho (MDB).
Pesquisas recentes indicam uma disputa ainda aberta entre a vice-governadora Hana Ghassan (MDB) e o prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos (PSB), que não descarta alianças fora do eixo tradicional da esquerda para ampliar competitividade eleitoral. Enquanto isso, o desafio da base governista será manter a unidade construída nas eleições de 2022.
No Senado, Helder Barbalho aparece como favorito para uma das vagas, enquanto a segunda promete uma disputa acirrada entre nomes da oposição e aliados do governo.
*Com informações de UOL*