Direita vence na Costa Rica: Laura Fernández é eleita presidente no primeiro turno

Vitória da direita na Costa Rica coloca em debate possíveis reformas no país.
Redação O Poder
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A candidata de direita Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, venceu as eleições presidenciais da Costa Rica neste domingo (1º), ao alcançar 48,5% dos votos, com 88,4% das urnas apuradas, percentual acima do mínimo exigido para vitória ainda no primeiro turno.

Aos 39 anos, a cientista política assumirá a Presidência do país em 8 de maio e afirmou que o resultado das urnas representa o início de uma transformação profunda no Estado costarriquenho. Em discurso a apoiadores na capital, San José, Laura declarou que o país entra em um novo ciclo político, que chamou de “terceira república”.

“O mandato que recebi do povo é claro. A mudança será profunda, estrutural e irreversível”, afirmou, ao prometer um governo baseado em diálogo institucional e tentativa de reconciliação com setores da oposição.

Propostas e discurso

Durante a campanha, Laura Fernández defendeu a necessidade de reformas no sistema judicial e em outras estruturas do Estado, argumentando que as instituições precisam ser modernizadas e devolvidas à população. Embora não tenha detalhado todas as mudanças pretendidas, o discurso de vitória reforçou a ideia de fortalecimento do Estado de Direito.

A presidente eleita se apresenta como defensora da democracia, da liberdade individual e de valores conservadores ligados à família. Em sua fala, agradeceu a Deus, destacou o papel das instituições democráticas e afirmou que seu objetivo é tornar a Costa Rica “mais próspera, justa e participativa”.

Debate sobre reeleição e reações políticas

Integrantes do partido governista reconhecem que uma das pautas em debate é a possibilidade de mudança constitucional, o que permitiria a reeleição presidencial algo atualmente vedado e que impediu o atual presidente, Rodrigo Chaves, de tentar um novo mandato.

Após votar, Chaves afirmou que o processo respeitou a legalidade e garantiu que a estabilidade democrática será preservada. “Não há risco para a democracia”, declarou.

A vitória de Laura Fernández, no entanto, gerou reações críticas. O ex-presidente Óscar Arias, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, alertou para possíveis riscos institucionais. Segundo ele, alterações constitucionais podem abrir espaço para concentrações de poder. As declarações foram rebatidas por aliados do governo, que negam qualquer ameaça autoritária.

Oposição reconhece derrota

O principal adversário de Laura Fernández foi Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional, que obteve 33,3% dos votos. Após a divulgação do resultado, Ramos reconheceu a derrota e afirmou que atuará de forma responsável.

“Desejo sabedoria à presidente eleita. Apoiaremos aquilo que for positivo para o país e faremos oposição quando discordarmos”, declarou.

Laura Fernández encerrou seu discurso pedindo que a oposição atue de forma construtiva e alinhada aos interesses da população, reforçando que o novo governo buscará estabilidade política e crescimento econômico.

Com informações da Agência Brasil.

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