Uma declaração feita durante um evento religioso em Manaus movimentou os bastidores da política local. O vereador Eduardo Alfaia (Avante), líder do prefeito na Câmara Municipal de Manaus (CMM), afirmou publicamente que o vice-prefeito Renato Júnior (Avante) deverá assumir a Prefeitura de Manaus a partir do dia 30 de março.
A fala ocorreu durante o Congresso Mundial de Jovens e Adolescentes das Assembleias de Deus – Ministério Madureira (Conjadem), realizado no auditório Canaã. Ao chamar Renato Júnior ao palco, Alfaia declarou que ele é “vice até 30 de março” e que, a partir dessa data, passará a ser prefeito da capital amazonense.
Renato Júnior não contestou a afirmação. Em sua participação, sinalizou expectativa em relação ao futuro, afirmando que, se depender dele, a próxima edição do evento será ainda maior.
Impacto político
A declaração ganhou repercussão por partir do principal articulador político do prefeito David Almeida (Avante) na Câmara Municipal. Alfaia é responsável pela condução da base aliada e pela articulação de projetos do Executivo no Legislativo municipal, o que dá peso institucional à fala.
O comentário ocorre em meio às discussões sobre uma possível candidatura de David Almeida ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. Pelo calendário eleitoral, o prefeito tem até o início de abril para decidir se deixará o cargo para disputar o Executivo estadual.
Nos bastidores, a possibilidade de candidatura própria vem ganhando força. Até o fim do ano passado, David era apontado como aliado do senador Omar Aziz (PSD), mas os sinais mais recentes indicam distanciamento político. Caso confirme a disputa, o cenário poderá envolver também o governador Wilson Lima (União Brasil), que é cotado para o Senado, e o vice-governador Tadeu de Souza, que pode assumir o governo estadual em eventual desincompatibilização.
A fala de Eduardo Alfaia, portanto, reforça a percepção de que a sucessão municipal e estadual já está em movimento, mesmo antes de qualquer anúncio oficial por parte do prefeito.
Até o momento, não houve manifestação formal da Prefeitura de Manaus sobre a declaração feita no evento religioso.