O prefeito de Manaus, David Almeida, declarou nesta segunda-feira (23) que rompeu politicamente com o senador Omar Aziz após se sentir “ameaçado” e “intimidado”. A afirmação foi feita durante evento em que o chefe do Executivo municipal lançou sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas.
Segundo David Almeida, o afastamento ocorreu em meio à crise desencadeada pela Operação Erga Omnis, deflagrada na última sexta-feira (20). O prefeito insinuou que o senador teria atuado nos bastidores para impulsionar a operação com a finalidade de desgastar sua imagem pública. Ele afirmou ainda que tomou conhecimento da ação policial ainda em outubro de 2024, por meio do próprio parlamentar.
A operação resultou na prisão da então chefe de gabinete da Prefeitura de Manaus, aumentando a tensão no cenário político local. Apesar das declarações, o prefeito não apresentou provas para sustentar a acusação.
“Eu me senti intimidado e me senti ameaçado. Eu não poderia ficar ao lado de alguém que poderia usar algo para tentar me ameaçar”, afirmou.
Questionado sobre a orientação do senador Eduardo Braga, que teria sugerido diálogo antes do rompimento, David disse que toma decisões de forma independente. “Eu sou um político independente, não sou subordinado hierarquicamente a ninguém. Minhas decisões são tomadas de acordo com minhas convicções e ouvindo meus aliados”, declarou.
A ruptura marca o fim de uma aliança considerada estratégica nas eleições municipais de 2024, quando o apoio de Omar Aziz foi apontado como peça importante para a reeleição de David Almeida na capital.
O episódio amplia o clima de tensão nos bastidores e pode ter reflexos diretos nas articulações para a disputa estadual de 2026.