A médica pediatra Isabella Cristina Favacho Vitor Barros de Oliveira divulgou uma nota pública após ter o nome mencionado em reportagens relacionadas à Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal do Brasil. A investigação apura suspeitas de irregularidades na construção do Hospital Municipal de Macapá.
No comunicado, divulgado por meio de sua assessoria, a médica destaca sua trajetória profissional na área da saúde e afirma não ter qualquer envolvimento com os fatos investigados. Ela também ressalta que nunca ocupou cargo público ou exerceu função administrativa na Prefeitura de Macapá.
Apesar do posicionamento, a nota não apresenta explicações sobre um depósito de R$ 100 mil que, segundo relatório da Polícia Federal, teria sido realizado por um dos sócios da empresa Santa Rita Engenharia. A construtora é responsável pela obra do Hospital Municipal e aparece no centro das suspeitas investigadas pela operação.

Nome citado em investigação
O nome da médica aparece em documentos da Polícia Federal que fundamentaram os pedidos de busca e apreensão na segunda fase da operação, deflagrada em 4 de março. Na ocasião, o então prefeito de Macapá, Antônio Furlan, e outras pessoas ligadas à gestão municipal foram afastadas dos cargos.
Na nota, a assessoria afirma que Isabella possui mais de duas décadas de atuação na área da saúde no estado do Amapá e que sempre exerceu sua profissão de forma autônoma.
O comunicado também menciona que a médica foi casada com Antônio Furlan, mas afirma que a separação ocorreu há 17 anos, permanecendo entre eles apenas a relação familiar em razão dos filhos.
Defesa e medidas legais
Ainda de acordo com a nota, Isabella afirma não ter sido formalmente intimada ou ouvida pelas autoridades responsáveis pela investigação até o momento. A assessoria declara que a médica recebeu com surpresa a associação de seu nome ao caso.
O texto também informa que ela acompanha a repercussão das informações divulgadas e poderá adotar medidas legais contra conteúdos que considere falsos ou que, segundo a defesa, prejudiquem sua honra, imagem ou reputação.
As investigações da Polícia Federal do Brasil seguem em andamento e apuram possíveis irregularidades em contratos ligados à construção do Hospital Municipal de Macapá.