Nova portaria do PPB abre caminho para redução no preço da gasolina e diesel em Manaus

Nova regra que define etapas obrigatórias para o refino local de combustíveis deve reduzir preços da gasolina e do diesel ao garantir isenções fiscais inéditas para o setor no Amazonas
Redação O Poder
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A economia do Amazonas alcançou um marco histórico nesta quinta-feira (19/03) com a publicação da Portaria Interministerial MDIC-MCTI nº 167/2026. A medida estabelece o Processo Produtivo Básico (PPB) para derivados de petróleo na Zona Franca de Manaus (ZFM), regulamentando o refino local e criando as condições necessárias para a queda nos preços dos combustíveis na capital.

A nova norma encerra anos de insegurança jurídica e atende a uma demanda antiga do setor de refino. Ao definir diretrizes claras e transparentes, o Governo Federal oferece o suporte jurídico para que empresas do segmento utilizem os benefícios fiscais do modelo ZFM, estimulando novos investimentos e a competitividade regional.

O impacto da Reforma Tributária

O senador Eduardo Braga (MDB-AM), líder da bancada no Senado, celebrou a publicação e vinculou a conquista diretamente às novas diretrizes tributárias do país.

“Essa vitória é fruto direto da reforma tributária. Garantimos nela que o refino de petróleo na Zona Franca teria benefício fiscal, o que vai possibilitar que o preço da gasolina e do diesel baixem em Manaus”, destacou o parlamentar.

Regras rigorosas para o incentivo

Para que as refinarias instaladas na região façam jus aos benefícios, a portaria estabelece que o processo de industrialização deve seguir etapas obrigatórias realizadas localmente. O PPB abrange produtos essenciais como gasolina, diesel, GLP (gás de cozinha), querosene de aviação, nafta e cimento asfáltico.

As empresas deverão cumprir seis etapas técnicas no Amazonas:

  1. Filtração e decantação do petróleo bruto;
  2. Destilação fracionada atmosférica;
  3. Destilação a vácuo (quando aplicável);
  4. Craqueamento ou outros processos de conversão;
  5. Mistura, aditivação e filtragem final;
  6. Armazenamento adequado.

A medida é vista como um divisor de águas para a autonomia energética do estado, permitindo que o petróleo refinado localmente chegue ao consumidor final com custos reduzidos, fortalecendo tanto a indústria quanto o bolso do cidadão amazonense.

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